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Rede Elétrica 5 min de leitura

Adaptação do SEN às Alterações Climáticas: O Desafio do Enterramento Seletivo

O Despacho n.º 2235/2026 manda a DGEG estudar o enterramento seletivo de linhas elétricas para proteger a rede de incêndios e tempestades extremas.

Linhas elétricas de alta tensão e adaptação da rede às alterações climáticas

O Despacho n.º 2235/2026 sinaliza uma transição importante para o setor energético português: o foco já não está apenas na descarbonização, mas na proteção física e operacional da infraestrutura que transporta a energia. A DGEG foi mandatada para avaliar o enterramento seletivo de linhas, cruzando dados climáticos, florestais e sistémicos para criar um mapa de riscos, num prazo de 180 dias.

Ar vs. solo: as opções em análise

O reforço estrutural de linhas aéreas é a solução de menor impacto financeiro imediato, mas mantém a exposição a incêndios rurais e queda de vegetação. O enterramento total de cabos oferece proteção máxima, mas pode custar entre 5 a 10 vezes mais do que as linhas aéreas. O "enterramento seletivo" surge como caminho intermédio: enterrar cabos apenas em áreas de elevadíssimo risco florestal ou em pontos de estrangulamento da rede, exigindo a construção de terminais de transição entre o modo aéreo e o subterrâneo.

  • Diagnóstico de vulnerabilidade climática, florestal e sistémica pela DGEG
  • Comparação de soluções técnicas: reforço aéreo, enterramento total e enterramento seletivo
  • Integração obrigatória com os planos PDIRT (transporte, REN) e PDIRD (distribuição, E-Redes)
  • Possível financiamento através do Grids Package da União Europeia

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