Adaptação do SEN às Alterações Climáticas: O Desafio do Enterramento Seletivo
O Despacho n.º 2235/2026 manda a DGEG estudar o enterramento seletivo de linhas elétricas para proteger a rede de incêndios e tempestades extremas.
O Despacho n.º 2235/2026 sinaliza uma transição importante para o setor energético português: o foco já não está apenas na descarbonização, mas na proteção física e operacional da infraestrutura que transporta a energia. A DGEG foi mandatada para avaliar o enterramento seletivo de linhas, cruzando dados climáticos, florestais e sistémicos para criar um mapa de riscos, num prazo de 180 dias.
Ar vs. solo: as opções em análise
O reforço estrutural de linhas aéreas é a solução de menor impacto financeiro imediato, mas mantém a exposição a incêndios rurais e queda de vegetação. O enterramento total de cabos oferece proteção máxima, mas pode custar entre 5 a 10 vezes mais do que as linhas aéreas. O "enterramento seletivo" surge como caminho intermédio: enterrar cabos apenas em áreas de elevadíssimo risco florestal ou em pontos de estrangulamento da rede, exigindo a construção de terminais de transição entre o modo aéreo e o subterrâneo.
- Diagnóstico de vulnerabilidade climática, florestal e sistémica pela DGEG
- Comparação de soluções técnicas: reforço aéreo, enterramento total e enterramento seletivo
- Integração obrigatória com os planos PDIRT (transporte, REN) e PDIRD (distribuição, E-Redes)
- Possível financiamento através do Grids Package da União Europeia