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Eólica Offshore 5 min de leitura

Relatório LNEG: Eólica Offshore, Hidrogénio e Power-to-X em Portugal

O relatório do LNEG traça a rota para Portugal se tornar um hub europeu de energia limpa através da eólica offshore e das rotas Power-to-X.

Turbinas eólicas offshore ao largo da costa portuguesa

O relatório técnico do LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), "Portugal Offshore Wind, Green Hydrogen and Sustainable Fuels: Power-to-X Pathways", define a rota para Portugal se tornar um hub europeu de energia limpa. O documento sublinha que o vento offshore, mais forte e constante do que a energia solar ou eólica terrestre, dá um fator de capacidade elevado que permite que os eletrolisadores operem de forma contínua, tornando a produção de hidrogénio verde mais estável e reduzindo a necessidade de grandes infraestruturas de armazenamento.

Vantagem Competitiva: ZEE e Custo de Energia

Portugal detém uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) da Europa, e a abundância de recurso eólico de alta qualidade permite reduzir o Custo Nivelado de Energia (LCOE), tornando a eletricidade de origem marítima mais competitiva. A elevada profundidade da costa portuguesa, que inviabiliza fundações fixas, obrigou o país a posicionar-se na linha da frente da tecnologia eólica flutuante, criando um cluster de exportação de conhecimento e engenharia.

  • Power-to-H2: hidrogénio verde para uso industrial direto, como aço verde ou fertilizantes
  • Power-to-Liquid: combinação do hidrogénio com CO2 capturado para produzir e-metanol ou querosene sintético, vitais para a logística global
  • Power-to-Gas (SNG): metano sintético injetado diretamente na rede de gás natural existente

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